terça-feira, 29 de março de 2011
As asas e o mar (2)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Lembranças
sábado, 27 de novembro de 2010
Meu lado B
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Porque a vida é feita de ciclos
domingo, 29 de agosto de 2010
Angústia da separação
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Um colo
Ela tinha inveja das amigas que se davam bem com suas mães. Simplesmente porque não encontrava naquele colo provável a calma que precisava. Ela não se lembra de ter deitado no colo da mãe. De ter chorado e sentido ali conforto. Ao contrário, a convivência era tensa. Não entendia por que sempre foi assim. E isso não mudaria. Ela tinha muita inveja das amigas que contavam da amizade com suas mães, como se isso fosse natural. Para ela, era uma batalha perdida. Agora que ela é mãe, entende um pouco das angústias da outra e é capaz de perdoá-la. Mas sabe o que não deve fazer. Então, quando a mãe diz pra deixar o filho chorando, que ele aprende, ela não aceita. Está lá com seu colo pronto, precisando o filho ou talvez nem tanto. Ela é como um general
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O amor (de novo)

Eu hoje acordei com vontade de casar. Vestir-me de branco, pintar o rosto suavemente, deixar o vento atrapalhar o penteado sob um pôr-do-sol romântico, enquanto nossos amigos ouvem as juras de amor eterno. Tudo de novo, como se fosse a primeira vez. Os olhos brilhariam da mesma forma ou talvez um pouco mais, porque agora nosso filho levaria as alianças. Sim, vale a pena fazermos economias para comprar os vinhos, adornar nossa festa com flores e celebrar o amor. Porque isso nunca será antiquado. Nunca será demais. Quantas vezes for preciso, vamos valorizar os momentos felizes. Porque a vida é feita deles. E só eles valem a pena, mesmo que durem pequenos instantes.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Por que gostamos de falar mal da ...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O amor
O amor é essencial
O resto pode faltar, tudo bem
Mas você não
Que feliz é o amor quando se está perto
E só.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Algumas verdades sobre ser mãe
- Você diz que não, mas no fundo se acha insubstituível para seu filho;
- Você para de usar perfume e unhas grandes;
- Sim, é verdade, você não dorme. Bem, de vez em quando, tem a sorte de dormir seis horas. Detalhe: interruptas;
- Você tem a sensação de que não terá vida própria mais. E não terá mesmo;
- Você entra na Zara e vai direto à seção infantil. Depois, dá uma olhadinha no resto;
- Você percebe que trabalhava pouco no seu emprego. Trabalho duro é o de casa, 24h por dia, sem feriado, férias e salário;
- Você descobre se o homem da sua vida é mesmo o homem da sua vida se ele é um bom pai;
- Você passa a selecionar as suas roupas pela facilidade de abrirem na frente;
- Você percebe que sua mãe deu um duro danado. E que demorou anos (anos e anos) para você valorizar isso;
- Você tem culpa de tudo: das tragédias mundiais, da corrupção no Brasil, do trânsito na cidade;
- Você passa a ser pontualíssima: de três em três horas, aconteça o que acontecer, seu filho tem que comer. E você é responsável por isso;
- Você vira um bagaço;
- Algum dia, uma sirigaita qualquer vai roubar seu filho e você vai sobrar;
- Sim, tudo terá valido a pena. E, quando seu filho finalmente agradecer, você vai sorrir e dizer, como se nada tivesse acontecido: foi um prazer. As mães realmente esquecem a peleja.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O palhaço

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Para lembrar sempre
Da "amiga" Tracy Hogg, em Os segredos de uma encantadora de bebês.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Manifesto de uma mãe cansada que, sim, alimenta seu filho
sábado, 23 de janeiro de 2010
O amor não estava em Veneza
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Brevidade
domingo, 22 de novembro de 2009
Pelo caminho
Busco em vão vestígios do que fomos
Palavras jogadas numa busca inútil
E me pergunto e se
Enquanto sigo eu e minhas idiossincrasias
Levando somente você pela mão
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A melhor viagem

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Sete dias
Talvez exista um único lugar no mundo onde as mulheres são apenas o que têm de melhor. Desprovidas de vaidades, solidárias e sem aquela estúpida competição que acomete o sexo. Mulheres na sua plenitude de coragem e doação. Leoas que não se atracam, mas se unem e se fortalecem. As mulheres só são assim na UTI neonatal.
Eu
Aprendi a cantar. Baixinho. Tenho olheiras profundas, ando despenteada do quinto para o terceiro, o primeiro, o quinto, o terceiro andar. Tenho que beber água, muita água. Não atendo o telefone. Tento respeitar o tempo. Você veio com tanta pressa pedindo calma. As horas parecem dias. Minha urgência quase enlouquece, mas visito o céu com seu ensaio de sorriso num mínimo segundo.
Você
Sim, um anjo. Deus deve existir mesmo.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Elegância
"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. E nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber que você teve que se arrebentar para o fazer. É elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, joias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não-arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar é muito elegante. Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma. Oferecer ajuda é muito elegante. Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la."
Toulouse Lautrec
